sexta-feira, 19 de novembro de 2010
É preciso ser forte.
Ana Jácomo.
Do meu grande amor por você.

Diante de tudo que nós temos passado nesse ano em que ficamos juntos eu queria que você entendesse que a culpa é toda sua. Não importa o que aconteça, ou o que você diga, ou o que você faça. Você sempre será o culpado e eu agradeço a Deus por isso. Não se sinta mal quando eu te acuso e aponto seus defeitos. Esse é o meu jeito de desabafar. Sinta-se satisfeito e feliz ao saber que é culpado por essa imensa felicidade que desperta em mim por ser sua namorada. O fato é que eu me apaixonei por completo e isso inclui até mesmo o seu ciúme doentio que me sufoca e ao mesmo tempo me faz sentir tão cuidada, protegida, como se isso fosse possível. E é por nós dois, pelo nosso amor, pelo nosso relacionamento, que eu tenho feito planos, que eu tenho tentado acertar sempre, mesmo errando às vezes e que eu tenho vivido todos esses dias. Durante pouquinho mais de um ano eu tenho me esforçado pra fazer de você o homem mais feliz do mundo e eu tenho encarado isso como uma missão, eu sei que Deus não me deu você por acaso.
Acordar ao seu lado, ter esse sorriso sempre no rosto, contar os dias para o próximo encontro, seu abraço quentinho, seu jeito de amar com carinho. Existe algo entre a gente que me faz acreditar que eu fui feita pra você. As vezes que nós pensamos em desistir e abrir mão de tudo, mas alguma coisa mais forte pedia pra não deixar. Tantas coisas que nós mudamos pelo outro, e tantas coisas que nós já superamos juntos. Se você sonha ou acorda, estou contigo.Coisas que me fazem ter certeza de que o nosso destino era ficar junto.
Eu queria encontrar uma frase com mais peso do que um “eu te amo”. Eu queria que existisse uma forma de dizer tudo o que eu sinto e o que você é pra mim com algumas palavras, mas por mais que eu tente, sempre fica faltando alguma coisa. E cada vez mais eu sinto uma necessidade grande de falar do amor, do carinho, da admiração, da vontade que eu tenho de você. Um amor que se renova, que ganha motivos todos os dias pra crescer e continuar existindo, cada vez mais forte.
“E mesmo que nada possa ser eterno, mesmo que o "pra sempre" não exista, eu sei que vou seguir te amando, pelo menos, pelos próximos 99 invernos.”
terça-feira, 2 de novembro de 2010

Então. Eu aprendi que na vida as datas servem só para presentes e comemorações. Porque no fundo as coisas nem sempre começam quando se responde 'sim' ou 'aceito'. O tempo do coração não se marca com páginas de calendário nenhum. Mas é sempre tão bom lembrar de onde a gente veio. Lembrar como tudo começou faz entender como o tempo faz as coisas se encaminharem perfeitamente, sem precisar forçar nada.
A inspiração fugiu de mim amor. Mas hoje é o nosso aniversário de um ano de namoro e eu não poderia deixar de registrar esse dia aqui, porque nesta mesma data do ano passado eu fui muito feliz com um pedido todo especial feito por você. Do jeitinho que eu queria.
Acabo de constatar que o tempo passa muito rápido (brincadeirinha. Já tinha notado isso antes) e que é muito bom ter alguém do nosso lado pra tornar as coisas mais gostosas, mais leves. Outro dia você estava enchendo o saco pra ficar comigo e eu nem queria, mas luli me convenceu de que você era bonitinho. E hoje nós estamos aqui apaixonados apesar dos meus fios brancos de preocupação e do seu olho roxo. Nós aprendemos muitas coisas um com o outro e se tem uma coisa certa é que um relacionamento se constrói no dia-a-dia, nas alegrias e principalmente nas dificuldades. Enfim, acho que eu estou filosofando demais e não é bem essa a minha intenção. Eu já escrevi pra você antes, já disse bastante coisa sobre o quanto eu amo você e faço questão de te lembrar todos os dias. Então me perdoe se eu for repetitiva, mas é que em datas como essas nós nos prendemos tanto as lembranças e aos sentimentos que fica difícil evitar.
O que eu quero que você saiba é que eu te amo de verdade e que esse amor cresce em mim e faz eu agüentar tudo pra ficar do seu lado. Que eu me estresso com o seu jeito de querer mostrar que pode mais, mas que eu só preciso de um gesto de carinho seu pra apagar tudo e ver o mundo cor-de-rosa. Eu estou aqui pra sempre amor, pra ser bem mais que uma namorada. Eu estou aqui pra tomar um vinho e assistir uns filmes, pra ficar horas sentada no carro conversando sobre o nosso passado, pra amar, pra fazer guerra de língua que nem dois abestalhados. São tantas lembranças boas que eu tenho com você. É a melhor sensação do mundo acordar e lembrar que eu tenho você pra viver comigo e pra cuidar de mim. MEU TUDO ♥ Se lembra que uma vez você disse pra mim que só criava tantos problemas porque me amava muito? Pois é. Eu choro, eu brigo, eu reclamo, mas no fim eu não quero nada além de você aqui comigo. Nossos dias são bons, mas eu ainda acredito no futuro que nos espera e na vida linda que nós teremos juntos, com todos os planos realizados.
“Como é bom sonhar, como é bom seus sonhos realizar. Mas melhor ainda é viver um sonho. Viver ao seu lado é um sonho, sentir você, teu amor, teu carinho. Viver ao seu lado é um sonho. Ter você ao meu lado bem juntinho, sentir o teu carinho e ter os seus olhos nos meus, ver em meu coração o seu, ver nossos sonhos se fundirem. Ver em mim tiques seus, os seus problemas também meus. Que sonho.”
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Quer casar comigo?

E não estou pregando o machismo. Ninguém aqui falou que é o homem que pede a mulher em casamento. Tá achando antiquado? Ninguém falou que só namorados, namoradas e afins podem ser o alvo da pergunta amada. Pedir alguém em casamento é muito maior do que pedir fidelidade, programar as Havaianas customizadas com a cara do casal ou discutir o nome dos filhos. Não sei quem inventou esse negócio de que é preciso separar de um para casar com outro. E por que não casar em grupo para eternizar aquela cantoria conjunta à beira-mar? E quem falou que depois de pedir alguém em casamento vem todo aquele script: morar junto, ir ao cinema aos sábados e brigar no domingo durante a pizza? Esse roteiro já está muito batido! Vamos inovar, pessoal!
Vai lá, compra um anel de plástico, um sonho de valsa ou kitkat e pede suas melhor amiga em casamento. Vale chorar, ajoelhar, abrir um proseco e fazer festa de despedida de solteira! Quem tiver sorte pode pedir o chefe ou, por que não, a equipe inteira em casamento? Peça seu irmão, a sogra, sua blogueira preferida, um amigo novo por quem está apaixonado... Bora casar de corpo e alma com quem a gente merece. Bora jurar amor eterno e colocar foto com ímã de coração na geladeira. Não se acanhe! O primeiro pedido de casamento a gente nunca esquece. E quando chegar o seu dia (oxalá seja logo!) você vai tremer, vai derreter e entender o poder da pequena (quase brega) frase: quer casar comigo?
Lia Bock.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
mais do que qualquer um em minha vida.

(Tradução de Something about us, de Daft Punk, adaptada)
Eu, modo de usar:
Martha Medeiros.
tudo que se pode querer.

Cristiana Guerra.
O tamanho das pessoas.

Shakespeare
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Fica a dica
E isso é só uma dica que eu lhe dou. Não pega bem você ai sentado discutindo as minhas decisões a respeito da minha vida. Você não me conhece, não sabe quem eu sou e não sabe o que eu vivi.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A FAVOR DE GENTE NÃO TRANSPARENTE

(ou melhor dizendo: que tal reaprendermos a arte de calar?)
Uma coisa que me incomoda hoje em dia é o excesso de sinceridade das pessoas. É um tal de jogar verdades na cara, de falar o que se pensa sem ser questionado... Deus me livre! E o mais agravante: as palavras são ditas sem que ninguém se dê ao trabalho de se colocar no lugar do outro. (Ei, eu precisava ouvir isso agora?). Não importa. A necessidade de DIZER calou o bom senso.
Penso sobre isso e me pergunto: onde está a gentileza e a boa educação? Para quê tanta falta de noção (consigo mesmo e com os outros)? Será que a tecnologia, com seus blogs, twitters e tudo mais, nos deixaram livres demais e esquecemos nossos filtros internos na vida real? Será que nos tornamos tão individualistas que perdemos o fio da meada? Isso me deixa confusa, confesso. Nossas pequenas necessidades não deveriam ser mais importantes que o outro. Morro de medo de me perder nisso e me questiono diariamente: será que estou me tornando uma pessoa para a qual eu escreveria esse texto?
É, turma. Ser gentil nos dias de hoje se tornou um exercício. Saber a hora certa de falar (ou de calar) também. Está a fim de dizer abobrinhas? Vai pra terapia, tem gente (boa) especializada nisso. Está a fim de descarregar suas frustrações? Vai pra uma aula de boxe, dá uma corrida, abraça uma árvore... Mas, por favor, não diga em nome da pobre-coitada da sinceridade, verdades que só irão piorar o seu dia (ou o do outro).
Será que antigamente era assim? Nossas avós e bisavós diziam tudo o que pensavam e ainda se orgulhavam disso? Pelo que eu me lembre, não. Mas posso estar enganada. As mulheres da minha família têm muito jogo de cintura e sempre souberam a hora certa de NÃO dizer. Porque – vamos combinar! - o que não dizemos, às vezes, é muito mais importante do que aquilo que foi dito. Será que ninguém se lembra daquelas conversas que, quando crianças, tínhamos com os adultos e eles nos ensinavam que, se não temos nada de bom a acrescentar, deveríamos ficar quietas? Escrevo isso e me lembro daquela famosa frase que sempre surge nos horóscopos e conselhos dos mais sábios: “a palavra é de prata, mas o silêncio é de ouro”.
Então tá. Se fosse fácil, não estaríamos vivendo essa crise de sinceridade mundial. Existe uma linha tênue aí. Nós adoramos falar e mostrar nossas opiniões. Expressar-se é uma das melhores coisas do mundo (e estou aqui – escrevendo - para provar). Mas quando isso prejudica (ou magoa) o outro, então é melhor pensar duas vezes, concordam? “A verdade salva!”, alguém, gritou! Sim, em alguns casos, salva. Mas, em outros, pode dar uma confusão danada. Ou gerar sentimentos que poderiam ficar fora do roteiro.
Quer exemplos simples pra ilustrar? Uma amiga está fazendo dieta a duras penas e ouviu, da professora de inglês, que parece estar mais gorda do que há um mês atrás. PRECISAVA? Mais: um rapaz saiu, após seu divórcio, com minha vizinha, e falou durante todo o primeiro encontro sobre como a ex-esposa era maluca e como atiravam objetos um no outro. SENSATO? Uma outra conhecida (que também acha que as pessoas cometem sincericídio nos primeiros encontros) saiu com um paquera incrível e disse, antes do garçom chegar, que faltou à depilação só pra não correr o risco de ceder aos encantos do moço e deixar que ele a levasse pra cama (coisa que nunca aconteceu). E a lista não para nunca: o namorado de uma prima contou que já teve um affair (antes do casal se conhecer) com uma amiga do trabalho. NECESSÁRIO? Não. Ainda mais que a mulher é o uó do penacho preto, ainda trabalha no local e minha prima agora fica se questionando sobre o mau-gosto do rapaz. (Além de fantasiar que a ex vai chegar de cinta-liga tamanho extra-extra-extra-large para trabalhar).
Pergunto a vocês: nesses casos, o que salva? A verdade ou o silêncio?
Aí vem algum boçal e me diz: a verdade dói, meu bem. Eu concordo. A verdade dói SIM e, por isso mesmo, deve ser dita com muito jeito. Entende? Eu não compreendo que moda é essa de dizer tudo o que se passa pela cabeça. Cadê o filtro, gente? Pra que tanta verdade? Ou melhor: por que essa necessidade de ser tão transparente? É alguma culpa católica? As pessoas, em nome da verdade, vão ser absolvidas por serem más ou egoístas? Por magoarem o outro? Eu vou falar uma coisa que eu guardo a sete-chaves: eu sempre desconfio de gente que se diz transparente. Dá pra confiar em alguém assim? Pra começar, quem se diz transparente, mente. Todo mundo tem seus sagrados. Seus segredos. Seus mistérios. E é bom que eles sejam preservados. Por isso, preserve-se. Preserve-os. E saiba a hora certa de se calar porque – convenhamos –a gente tem dois ouvidos e uma só boca não é à toa.
Fernanda Mello