domingo, 15 de agosto de 2010

45 lições sobre a vida.

Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então, aqui está a coluna, mais uma vez:

1.
A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
26. Encare cada chamado "desastre" com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que você fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como você se sinta, levante, se vista e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente!

Escrito por Regina Brett, 90 anos, Cleaveland, Ohio.

sábado, 14 de agosto de 2010

Não sou boa.


Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.

Fernanda Mello.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Um dia você entende.



Quando você encontrar a outra metade da sua alma, você vai entender porque todos os outros amores deixaram você ir. Quando você encontrar a pessoa que merece o seu coração, você vai entender porque as coisas não funcionaram com todos os outros.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

E hoje, não me vejo sem teu cheiro junto ao meu.


Eu fecho os olhos e vejo os seus olhos. Vejo os seus braços, seus abraços. Escorre uma lágrima do olho disfarçadamente, dá um friozinho na barriga. Tão confortante é a sensação de saber que eu tenho você. Tão breve também. Rapidamente eu percebo que por ser tão enorme o bem que você me faz, se torna igualmente grande o medo de te perder. Deito na minha cama e sinto um cheiro que não é meu. É o seu perfume que fica comigo. E me leva pra perto de você nos meus sonhos. O que eu mais gosto dessa casa é como cada cantinho me faz lembrar de você. Eu acho um pouquinho de você em toda parte, em cada música que eu escuto, em todo filme que eu vejo, no meu dia a dia. E lembro de quando você me olha e diz que me ama demais e que eu vou casar com você. Acho que você nem sabe, mas é a coisa que eu mais gostei de ouvir até hoje.
Quando bate a saudade eu pego as cartas, eu leio, eu releio. Aspiro bem fundo o perfume, o seu cheiro na fotografia que você me deu. Quando bate a vontade eu fecho os meus olhos me vem o teu rosto, teu sorriso meigo, a tua voz, o teu gosto. Ah como eu queria poder te abraçar, te tocar.
Fica tudo tão chato quando você não tá aqui comigo. As coisas parecem perder a graça sem você. E eu consigo perder horas assim, só com vontade do teu abraço no meu colchão. Eu tenho o desejo urgente do seu carinho. SAUDADE DÓI MEU AMOR! Nem a cólica chata que eu estou sentindo agora tá doendo mais do que a saudade de você. Nunca um final de semana demorou tanto pra chegar assim. A sensação que eu tenho é que vai chegar o Natal, mas não vai chegar o final de semana. Dá pra entender? Eu sei que dá. Tantas vezes eu já tentei explicar o que eu sinto. Eu até tento me controlar, mas é muito difícil. E eu não posso escrever pra você e não dizer que eu te amo, e tô sentindo falta de cada pedacinho seu. Volte logo pra mim.
Que seu amor nunca morra e se esqueça do meu.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Cheiro de amor.


Com Maria Bethânia.
Composição: Duda/Jota/Paulo Sérgio Valle/Ribeiro


De repente fico rindo à toa sem saber porquê

E vem a vontade de sonhar de novo, te encontrar

Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer

E confesso tive medo, quase disse não

Mas o seu jeito de me olhar, a fala mansa meio rouca

Foi me deixando quase louca, já não podia mais pensar

Eu me dei toda pra você


De repente fico rindo à toa sem saber porquê

E vem a vontade de sonhar de novo, te encontrar

Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer

E confesso tive medo, quase disse não

E meio louca de prazer, lembro teu corpo no espelho

E vem o cheiro de amor, eu te sinto tão presente

Volte logo, meu amor


E eu que um dia cheguei a pensar que pra sentir saudade de alguém precisava de tempo, hoje encontro o meu amor na hora do almoço e antes de jantar já estou morrendo de saudade. Saudade não mata, mas machuca demais

Felizes são os idiotas.


Nada mais libertador do que rir de si mesmo. Idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda, visceral. Putz, coisa pentelha. A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado do Schopenhauer? Deixe a pungência para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota. Ria dos próprios defeitos, tire sarro de suas inabilidades. Ignore o que o boçal do seu chefe proferiu. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, objetivos claramente traçados mas não consegue rir quando tropeça? Que sabe resolver uma crise familiar mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Sim, porque é bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Em suma: desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. A realidade já é dura; piora se for densa. Dura e densa, ruim. Brincar, legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não se descontrolar, não demonstrar o que sente. É muito não. Dá pra ser feliz com tanto não? Pagar as contas, ser bem-sucedido, amar, ter filhos - tarefa brava. Piora, muito, com o peso de todos aqueles nãos. Tenha fé em uma coisa: dá certo ser adulto e idiota. Aliás, tudo fica bem mais fácil ser for regado a idiotice, bom humor. Manuel Bandeira foi um grande homem e um grande poeta. Disse certa vez: "E por que essa condenação da piada, como se a vida fosse só feita de momentos graves ou só nesses houvesse teor poético?" Estava certo. Adultos podem (e devem) contar piadas, ir ao fliperama, beliscar a bunda da mulher, sair pelados pela cozinha. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, pra começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que são: passageiras. A briga, a dívida, a dor, a raiva, tudinho vai passar, então pra que tanta gravidade? Já fez tudo o que podia para resolver o problema? Parou, chorou, pediu arrego? Ótimo, hora da idiotice: entre na Internet, jogue pebolim, coma um churrasco grego. Tá numas de empinar pipa no sábado? Vá. Quer conversar com sua namorada imitando o Pato Donald mas acha muito boçal? E é, mas e daí? Você realmente acha que ela vai gostar menos de você por isso? Ela não vai, tenha certeza. Só vai gostar mais, porque é delicioso estarmos com quem sorri e ri de si mesmo.
Eu fico chateada por não ser tão idiota quanto gostaria; tenho uma mania horrível de, sem querer, recair na seriedade. Então o mundo fica cinza e cada lágrima ganha o peso de uma bigorna. Nessas horas não preciso de cenhos franzidos de preocupação. Nessas horas tudo de que preciso é uma bela, grande e impagável idiotice. Como sair pra jogar paintball - ou, melhor ainda, me olhar fixamente no espelho até notar como fico feia com os olhos vermelhos e o nariz escorrendo. Como fico ridícula quando esqueço que tudo passa.

Ailin Aleixo

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Relacionamentos

(...) Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível. Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona. Acho que o beijo é importante. E se o beijo bate, se joga. Se não bate, "mais um Martini por favor" e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa realmente gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa. Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer. A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.Enfim... quem disse que ser adulto é fácil?

Arnaldo Jabor

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Zelador

(...) Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito nesse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho do granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!

Tati Bernardi

terça-feira, 27 de julho de 2010

Eu vou gostar de juntar meu sobrenome ao seu.


Porque não tem nada mais gostoso do que escolher o nome dos nossos filhos. É brincar de ser vidente e visualizar um futuro todo nosso. Um final feliz que é tão fantasioso, mas que pra nós dois parece tão óbvio, tão certo. :)

aaamo tanto meu Deus

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Casamento


Houve uma época em que eu achava que, para existir casamento, era preciso não existir rotina. Você sabe, eu disse naquela noite. Na segunda. Eu queria alguém pra me embriagar em companhia e, ao chegar em casa, dormir no tapetinho da porta porque nenhum dos dois era capaz de enfiar a chave na fechadura. Fim.

E hoje nós estamos aqui e eu peço pra ficar em casa. E você fala do livro que está lendo, eu conto que a vizinha tem um timbre de voz inacreditavelmente agudo, a gente discute o que não tem para o almoço e você pede um café. E eu choro, não porque eu não queira fazer ou não goste de café, mas é porque, às vezes, é assim que eu sou.

Um band-aid e uma cara de preocupação acompanham quando eu corto o dedo. E fazia tempo que eu não cortava. Você levanta e vem correndo ao invés de só perguntar se eu estou bem. Eu sei que você enlouquece trancado em casa, mas você aceita. E mente jurando felicidade, só porque você me ama.

Porque é isso que o amor é. Você de pijama, a gente vê um filme triste, um filme fofo e um filme ruim. E no próximo eu já estou dormindo no sofá aconchegada em você, que é uma das coisas que eu mais gosto de fazer no mundo todo. Só porque eu te amo.

Não fazer nada, fazer o que quiser. Sexo, carinho no cabelo, cosquinha, risada. Porque você me faz rir enquanto eu choro e isso quase me faz parecer doida. Não mais que você atazanando a gata, que era minha e agora é nossa. O que antes era meu, só meu, é nosso. Meus dias, inclusive.

No fim, a rotina não faz a menor diferença. Ficar, sair. Porque quando você passa a semana toda fora, eu não quero mais nada a não ser que você volte. Se eu estou aqui, não é por mais nada além de você. E é tão bom.